Entrevistas

(Entrevistas traduzidas sobre a banda)


Entrevista com Brandon Boyd, vocalista do Incubus para o site Dcsi.
Por: Sirona Knight e Michael Starwyn

O Incubus, na mitologia grega, é o amante dos sonhos, que adquiriu aspectos negativos com o tempo. Na verdade, Incubus deriva da palavra "incubi", que significa incubar. É mais no sentido de uma idéia ou padrão ser incubado até ser realizado. Originalmente, um incubi era um guia que levava as pessoas às suas visões, o que era feito, normalmente, levando a pessoa até uma caverna e a incubando. A banda Incubus começou a divulgar seu nome no sentido que, com seu novo álbum, "Make Yourself", tendo sido lançado, e com suas recentes aparições na turnê Sno-Core, mostraram que há um movimento de discontentes, mais uma vez, com a incubação neste país. O que você vai ler a seguir é uma entrevista com o vocalista, Brandon Boyd, onde ele fala sobre sua espiritualidade, seu processo criativo e seu senso de rebelião.

Dcsi: Como vocês se identificam com o nome Incubus em um sentido espiritual?
Brandon: Nós nos identificamos com o nome com os sons e idéias que nós criamos. Na minha própria experiência, certas partes de músicas que eu gosto vêm a mim de uma maneira agradável, para me invadir no meu sono. Desta maneira, eu vou acordar cantando uma música ou sonhando sobre uma grande peça de arte que eu vi que eu adorei, ou que me assombrou. Nesse sentido da palavra, nós realmente nos identificamos o nome, Incubus.

Dcsi: Você consegue controlar seus sonhos?
Brandon: Na verdade sim, minha mãe me ensinou quando eu era muito jovem. Eu acho que ela lia Carlos Castinada. Eu costumava ter pesadelos quando eu era criança, e eu acordava e ia até ela e dizia 'o que eu faço, eu estou assustado' e isso e aquilo. Ela sempre frizava que eu devia aproveitar meus sonhos. Então ela me disse que, se eu estivesse em um ponto do meu sonho que eu não estivesse gostando, eu teria que olhar para as minhas mãos e estalar meus dedos, e na terceira vez que eu estalasse eu iria acordar. Quando você é criança, você pensa 'é, eu consigo fazer isso'. Eu tinha sonhos repetitivos, e quando eu não estava gostando deles, eu olhava para as minhas mãos, estalava os dedos três vezes, e literalmente abria meus olhos. E foi assim que tudo começou.

Dcsi: Então você sabia que você podia ter um efeito sobre seus sonhos neste ponto?
Brandon: Eu me tornei manipulador no bom sentido, onde eu poderia criar pequenas máquinas voadoras e voar ao redor da cidade dos meus sonhos.

Dcsi: Incrível. É como um talento natural, particularmente com crianças.
Brandon: Sim, eu acho que é isso também, mas você pode esquecer quando você se torna um adulto. Você pensa nisso como imaginação ou diversão de criança, e algo que você não pode carregar com você.

Dcsi: Como a espiritualidade age sobre seu processo criativo? Você segue uma tradição particular ou é eclético?
Brandon: Sou eclético na maioria das vezes.

Dcsi: Qual é a sua opinião sobre um Deus ou uma Deusa?
Brandon: Nos últimos oito anos eu estive me inclinando mais na direção da Deusa. A energia que eu estive experimentando com certeza é feminina em sua essência. Ao mesmo tempo, porém, eu cheguei à conclusão de que, ao colocar um tipo de sexo nisso, de um jeito ou de outro, você limita a energia. Nesse ponto, isso, frizando a palavra "isso", está muito além da minha capacidade.

Dcsi: Como você se sente quando entra em contato com isso?
Brandon: Isso quase não pode ser descrito. Eu tive conversas com isso, eu sonhei sobre isso, eu senti isso quando eu estive envolvido em uma pintura, e quando eu estou criando algo. Nesses pontos eu me sinto muito próximo disso.




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